Significado
Zimmermann celebra a vitória e cita relação entre time e torcida do Brasil
Após o 1 a 0 sobre o Aimoré, treinador ressalta formação de uma identidade do elenco junto à arquibancada
Foto: Jô Folha - DP - Após 90 minutos de muita intensidade à beira do gramado, Rogério fez a festa no alambrado
Por Gustavo Pereira
gustavo.pereira@diariopopular.com.br
A suada vitória deste domingo (22), sobre o Aimoré, tem muitos significados para o Brasil. Além da evidente importância sob a ótica competitiva no Gauchão, um dos temas mais comentados por Rogério Zimmermann durante a entrevista coletiva após a partida foi a conexão dos atletas com a arquibancada.
“Gostei muito do final, dos jogadores comemorando com o torcedor. Essa empatia que tem que ter. Os jogadores foram agradecer. Era um confronto direto, contra um dos adversários que também está buscando vaga na Série D”, disse o treinador xavante, depois de elogiar o rival e dizer que já esperava um duelo equilibrado na estreia.
Em mais de uma pergunta, RZ enfatizou a necessidade da construção de uma identidade por parte do grupo recém-formado. “Para jogar no Brasil, a dor faz parte. Você volta para o vestiário com dor, mas volta com os três pontos. […] Te mata dentro do campo, deixa tudo dentro do campo, porque para você recuperar de um jogo para outro com vitória é muito mais fácil. Essas coisas que vão criando a identidade de um time”, afirmou.
Zimmermann saudou o trabalho da direção do clube e, com a bagagem que carrega das passagens anteriores pela Baixada, foi enfático: “A gente nunca tem a melhor equipe do campeonato, é sempre uma equipe normal, com bons jogadores, mas normal, que sempre precisa da superação”.
A estratégia da pressão no ataque
Sobre a parte tática do jogo deste domingo, Rogério enxergou dois tempos distintos. Na visão do comandante rubro-negro, a alta temperatura tornou inviável a repetição, na etapa final, da estratégia vista em parte do primeiro tempo, de adiantar a marcação para forçar o erro do Aimoré – como aconteceu no lance do gol.
“No final das contas, ter feito pressão desde o início, no calor, gerou um preço, que era depois sofrer um pouquinho. Mas ao mesmo tempo gerou o gol, gerou a vitória, gerou três pontos. Então a estratégia foi certa”, comentou.
Pitol retorna sob os holofotes
Aos 40 anos, Marcelo Pitol voltou a jogar profissionalmente depois de quase um ano. E foi um retorno para reafirmar a trajetória do goleiro. Responsável por duas defesas difíceis no fim do primeiro tempo e uma nos acréscimos do segundo, recebeu ovações vindas da arquibancada e não escondeu a felicidade.
“A gente fica feliz pelo contexto. Estreamos muito bem. Todos os jogos são muito difíceis. A gente conseguiu, como equipe, se superar. Toda defesa tem a sua dificuldade. Às vezes as mais fáceis se tornam as mais difíceis”, falou Pitol à TV Xavante. Perguntado sobre o camisa 1, Zimmermann resumiu: “Por que não vamos contar com um goleiro dessa grandeza, que cresce nos momentos difíceis?”.
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